19/02/2016

Lula: o político mais perseguido na atual história da política brasileira

Fernando Henrique Cardoso passa a faixa presidencial para Lula da Silva, quando este foi eleito Presidente da República pela primeira vez. Foto: Lula Marques/Folha Press.

     Luís Inácio Lula da Silva (o apelido Lula foi acrescentado depois que o mesmo já era adulto) ou simplemente Lula da Silva é um pernambucano de origem humilde que chegou a Presidência da República representando um partido de esquerda, que no caso é o PT (Partido dos Trabalhadores). Pelo fato de ser um político de esquerda, a mídia hegemônica tradicional e conservadora realiza uma perseguição implacável ao político em questão. Entretanto, se realizarmos uma retrospectiva, veremos que Lula já era perseguido muito antes de ser eleito Presidente da República.
     O Partido dos Trabalhados (PT) foi fundado no ano de 1980, período em que o Brasil ainda vivia uma Ditadura Civil-Militar, ao passo que o mundo ainda vivia também as tensões causadas pela Guerra Fria, que por sua vez foram protagonizadas pela extinta União Soviética e pelos Estados Unidos. A União Soviética levantava a bandeira do socialismo e os EUA simbolizava o capitalismo. O PT tinha uma linha política muito similar a da URSS e isto foi motivo mais que suficiente para que o partido fosse mal visto pela sociedade (alguns cristãos viam o mesmo como uma encarnação do mal. Já os demais setores da sociedade reforçava mitos que até hoje são associados aos socialistas, tais como: "comunista come criancinha", "o socialismo matou milhões", "no socialismo você vai perder suas casas", "o socialismo persegue a igreja" e por aí vai).
     Em 1985, a Ditadura Civil-Militar Brasileira chega ao fim depois de ter sido imposta 21 anos antes (em abril de 1964) e o primeiro presidente eleito foi Tancredo Neves, que foi eleito de forma indireta. Entretanto, o mesmo morre no dia da posse (em circunstâncias até hoje não muito claras) e quem assume é o seu vice, José Sarney. O mesmo governou até 1989, quando houve eleições diretas para a Presidência da República.
     Lula e Collor foram os mais votados no primeiro turno das eleições presidenciais de 1989, fato que fez com que os dois fossem para o segundo turno. Se Lula contava basicamente com o apoio de estudantes, sindicalistas, católicos leigos e padres adeptos da Teologia da Libertação (vale frisar que eles fizeram isso sem receber nada, havia um ideal que os movia. Ao contrário do que acontece hoje, onde a pessoa ganha R$50,00 para segurar placa com nome de político); Fernando Collor por sua vez fez uma campanha milionário que foi sustentada por grandes empresários, políticos tradicionais e pela Rede Globo. Além disso, a equipe de Fernando Collor usou a difamação durante a corrida presidencial. Uma ex-namorada de Lula foi chamada para falar mal dele. Lula era um político com baixo nível de escolaridade e a oposição se utilizou disso, afirmando que a vitória do mesmo significaria a "ignorância no poder". No mesmo período, jornais divulgaram notícias falsas de que militantes do PT eram membros de quadrilhas de sequestradores. Além disso, espalhou-se o boato de que Lula era adepto dos regimes comunistas do leste da Europa e que se ganhasse as eleições, o país se tornaria um caos, com empresários parando de investir no Brasil e indo para Miami (EUA).
     No segundo debate, Collor disse que não tinha dinheiro "para comprar uma aparelhagem de som igual à de Lula". Fernando Collor se referia a um "três em um", que era um aparelho de som que podia tocar fitas, CDs e disco. Ter um aparelho destes em casa era um símbolo de status, já que o mesmo era caro. Collor acusou Lula de ter um aparelho desses porque era inadmissível um homem de origem humilde ter um aparelho de som desse porte em casa e uma vez que o mesmo teria um, isto era sinal de que o mesmo não governaria para os pobres. Aliás, este mesmo debate foi gravado e editado antes de ir ao ar. Tudo isso de modo a beneficiar Fernando Collor. No dia em que o debate  foi exibido, o que se viu foi um Collor falando coisas geniais e um Lula falando besteiras. Este mesmo debate foi crucial para que Fernando Collor fosse eleito em uma eleição acirrada. Lula estava derrotado. Por enquanto.
O debate presidencial entre Lula (à direita) e Collor (à esquerda, quem aparece entre os dois é o jornalista Boris Casoy) exibido pela Rede Globo foi gravado e editado antes de ir ao ar. A edição foi feita de modo a beneficiar Fernando Collor. Foto: Agência Estado.
     Fernando Collor seria Presidente da República até 1992, quando um processo de impeachment fez o mesmo renunciar (é importante lembrar que o impeachment contra o presidente em questão não foi concluído. Ele apenas cedeu a pressão popular. Se o processo tivesse ido até o fim, Fernando Collor não poderia voltar a vida pública nunca mais. Collor continua exercendo a vida pública e hoje é senador pelo estado de Alagoas.). Quem substituiu Fernando Collor no poder foi seu vice, Itamar Franco, que governou até 1994. Fernando Henrique Cardoso (ou simplesmente FHC) é eleito Presidente da República no mesmo ano e é reeleito em 1998, feito que foi realizado graças a um corrupto "processo de compra" (como bem denunciou Luciana Genro durante debate presidencial da CNBB em 2014). Enfim, em 2002 Luís Inácio Lula da Silva é eleito Presidente da República. Em 2006 ele seria reeleito novamente. Já em 2010, o PT entraria para a história ao eleger a primeira mulher como Presidente da República (ou presidenta, como Dilma prefere. Segundo as normais gramaticais, tal palavra não é incorreta). É claro que me refiro a Dilma Rousseff. Dilma seria reeleita no ano de 2014 em uma eleição extremamente acirrada (mais acirrada do que a que elegeu Fernando Collor) e permanece no poder desde então, apesar dos constantes processos de impeachment.
Lula realizando a transmissão da faixa presidencial para Dilma Rousseff no parlatório do Palácio do Planalto, no dia 01/01/2011. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Abr.
     O PT está no poder desde 2002, ou seja: são mais de 10 anos exercendo o poder. Por causa deste fato, alguns já chamam este período de "Era PT" e quando se referem ao governo Lula (que foi de 2002 a 2010), chamam este período de "Era Lula" ou lulismo. Além disso, há quem veja o governo do PT como um governo populista ou até mesmo peronista (referência a Juan Domingo Peron, um presidente argentino cujo modo de governo foi fortemente populista, assim como o governo de Getúlio Vargas, cujo populismo foi uma característica marcante do mesmo). Definições à parte, o fato é que Lula e o PT são incansavelmente perseguidos pela mídia hegemônica tradicional e conservadora.
     A Era PT é caracterizada pela redução da desigualdade social, acesso por parte das camadas populares a bens antes restritos aos mais abastados (computador, carro, viagens de avião, celular moderno e TVs sofisticadas por exemplo) e a ampliação do acesso ao ensino superior por meio de cotas sociais, cotas raciais, ENEM, PROUNI e Sisu. Tais mudanças não agradaram nenhum pouco a elite brasileira, que está acostumada a conviver com seus privilégios, bem como com o abismo social existente no Brasil. Por causa disso, a mídia hegemônica (que está SEMPRE ao serviço da elite) passou a realizar verdadeiros ataques e perseguições ao Lula e tudo o que ele representa, inclusive o PT.
     Me lembro que eu tinha uns 13 ou 14 anos quando os meios de comunicação tradicionais divulgaram largamente fotos de Lula bebendo cerveja (acreditem, em algumas revistas a foto foi capa!). O intuito era desmoralizar o então Presidente da República. Pois bem, a semente foi plantada: até hoje tem gente que acha o Lula um alcoólatra (pesquise por aqui e verás com seus próprios olhos). Lá para os idos de 2005 os grandes noticiários passaram a noticiar diária e incansavelmente os escândalos de corrupção política chamado de mensalão. Foi uma verdadeira caça às bruxas e até o então presidente Lula esteve na mira das investigações. Se a elite achou que com este escândalo Lula não conseguiria ser eleito, a mesma estava redondamente enganada: em 2006, Lula foi reeleito Presidente da República e o seu segundo mandado foi melhor do que o primeiro! Lula terminou seu segundo mandato em 2010, com altos índices de popularidade.

Perseguição ao governo Dilma

A presidente Dilma Rousseff ao lado dos jornalistas William Bonner e Patrícia Poeta durante tradicional entrevista que os candidatos a Presidência da República costumam ceder ao Jornal Nacional, exibido pela Rede Globo em agosto de 2014. Os apresentadores estavam usando preto por conta do acidente aéreo que matou o então candidato a presidência Eduardo Campos e toda a sua equipe. Foto: divulgação.
     Em 2010, Dilma Rousseff foi a primeira mulher a ser eleita Presidente da República. Dilma é filiada ao PT e se Lula foi perseguido pela mídia golpista, com Dilma não seria diferente: seria pior. É fato que as mulheres conquistaram muitos direitos aqui no Brasil, porém o país ainda é extremamente sexista e machista, fato este que faz com as mulheres tenham de enfrentar muitas dificuldades no cotidiano apenas por serem mulheres. Desta forma, quando a presidente Dilma é atacada, quase sempre o julgamento cai para as questões de gênero.
     Em agosto de 2014, Dilma (que estava se candidatando a reeleição) deu uma entrevista ao Jornal Nacional, prática que os principais candidatos a Presidência da República costumam fazer. Se os demais candidatos tiveram tempo de falar tranquilamente de seus respectivos planos de governo, o mesmo não aconteceu com Dilma Rousseff. A primeira pergunta feita a Dilma durou mais de um minuto e a palavra "corrupção" foi citada SETE vezes! Durante toda a entrevista com Dilma, a palavra "corrupção" foi citada TREZE vezes. Além disso, Dilma teve as suas respostas cortadas ao meio, não podendo falar muito de suas propostas de governo. Patrícia Poeta e William Bonner impuseram acusações ao invés de perguntas ("seu partido teve um grupo de elite de pessoas corruptas", "corrupção não é o único problema" e "o resultado (da economia) é muito ruim" por exemplo).  Depois deste ocorrido, Dilma Rousseff foi entrevistada por Miriam Leitão no programa Bom Dia Brasil (na mesma emissora) e a situação não foi muito diferente: Dilma tinha suas falas interrompidas e no momento em que respondia uma pergunta, outra já era feita! Além disso, Miriam Leitão apresentou dados incorretos (que foram corrigidos por Dilma). Entretanto, quando Miriam Leitão ia fazer uma pergunta, Dilma pedia mais um tempo para terminar de responder a pergunta feita anteriormente.
     Já tem mais ou menos um ano que estão havendo manifestações no país pedindo o impeachment de Dilma Rousseff. Umas tem um grande número de pessoas e outras não. Os argumentos que pedem a deposição da presidente são rasos e inconsistentes. Além disso, os manifestantes, na falta de argumentos, acabam atacando a presidente em seu lado pessoal. Nestas manifestações são muito comum conter cartazes com expressões do tipo: "puta", "vaca", "vadia" e por aí vai. Chegaram até a fazer um adesivo da Dilma em que a mesma aparecia com as pernas abertas. Absurdo e injustificável!! Isso sem contar que estas manifestações tem ampla cobertura da mídia. Imparcialidade, sei...

Blindagem ao PSDB

      Se Lula, Dilma e o PT sofrem uma verdadeira perseguição por parte da mídia hegemônica conservadora, o mesmo não se pode dizer do PSDB. Quando o escândalo do Mensalão veio a toma, os jornais impressos e televisivos noticiavam incansavelmente o caso, dando a entender que o Mensalão foi algo implantado pelo PT. Na verdade, o Mensalão já existia desde o governo FHC e o PT apenas deu continuidade a esta prática. Desde 2014 que o Brasil e o mundo veem os grandes noticiários falando acerca da Operação Lava Jato, um esquema de lavagem de dinheiro que se utilizava de lavanderias e postos de gasolina para tal prática. Empresas como Petrobras, OAS, Galvão Engenharia, Engevix, Camargo Correa, UTC, Odebrecht e Andrade Gutierrez estão envolvidas neste esquema. Pois bem, a Operação Lava Jato ainda é notícia nos jornais, mas o que os mesmos dão a entender que este esquema de corrupção é algo iniciado pelo PT, quando na verdade este esquema remete ao governo FHC. Os demais meios de comunicação (principalmente os independentes e os de esquerda) começaram a noticiar que esta prática não foi iniciada pelo governo Lula, mas sim pelo governo FHC. Os meios de comunicação hegemônicos ficaram atentos a este fato e começaram a noticiar as origens deste mesmo esquema. Entretanto, em NENHUM momento o PSDB e nem o nome de Fernando Henrique Cardoso foram citados e nem associados a este esquema. O máximo que se viu foi algo do tipo: "esquema de corrupção remete ao governo tucano". Parecia que FHC era um ser que não deveria ter seu nome pronunciado e/ou as pessoas tinham medo de dizer o mesmo, semelhante ao vilão Lord Voldemort da saga Harry Potter, onde o vilão é tão ruim que os personagens não falam nem o nome dele: se referem a ele como "Aquele - Que - Não - Deve - Ser - Nomeado" (aliás este episódio virou até 'meme' nas redes sociais, com direito a uma Dilma com cicatriz em formato de raio e tudo).
     Os constantes escândalos de corrupção noticiados na mídia e associados ao PT dão a entender que a corrupção é algo que começou desde que o governo petista chegou ao poder, algo que não é verdade. Durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso houve muita corrupção (a venda de estatais como a Vale do Rio Doce é um exemplo disso. O processo de privatização de algumas empresas públicas é algo até hoje sem esclarecimento. A única certeza que se tem é que as mesmas foram vendidas a um preço muito abaixo de seu real valor), mas as mesmas não foram noticiadas na grande mídia. O mesmo não acontece com o PT. Além disso, se deve lembrar que a corrupção esteve presente em diversos períodos da história deste país. Com isso, se conclui que a corrupção é uma prática histórica no Brasil.
     Desde 2014 que o estado de São Paulo vive a pior seca de sua história, fruto da má administração de Geraldo Alckmin, governador do estado. É fato que a estiagem do estado em questão é motivo de reportagens em vários jornais. Entretanto, algo chama a atenção: em nenhum momento a seca do estado é associada a má administração do governador. O que os jornais dão a entender é que a seca é algo inesperado cuja culpa é dos civis, que gastam água desenfreadamente. Esta ideia é facilmente descartada, uma vez que já tem no mínimo 20 anos que os especialistas vinham alertando de que o estado de São Paulo poderia viver uma crise hídrica caso não revesse o modo como a água era tratada. Além disso, a maior parcela da água é destinada ao agronegócio, uma parcela menor é destina as indústrias e uma parcela menor ainda é destinada a população civil. Então, mesmo que os civis cuidassem maravilhosamente bem da água, eles estariam cuidando de uma parcela ínfima que lhes é destinada.
     Em 2015, estudantes do Ensino Médio do estado de São Paulo decidiram ocupar as escolas por conta de um plano de reorganização do governador Geraldo Alckmin. Os estudantes decidiram fazer isso porque os mesmos não foram ouvidos acerca deste plano e, além disso, esta reorganização lhes seria prejudicial. Os meios de comunicação hegemônicos demoraram a falar sobre o assunto e as informações noticiadas eram oriundas dos meios de comunicação independentes e de esquerda. Quando a mídia tradicional começou a noticiar o fato, um número considerável de escolas estaduais  já haviam sido ocupadas e a manifestação já havia tomado grandes proporções. Em nenhum momento o nome de Geraldo Alckmin foi associado as manifestações. Recentemente o tucano Fernando Capez, Presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, foi citado por delatores como um dos beneficiários de um esquema de pagamento de propina em contratos superfaturados de merenda escolar. Capez nega seu envolvimento em tal esquema. Porque esta notícia não aparece nos meios de comunicação tradicionais?
     Se o PSDB é protegido pela mídia, o mesmo não se pode dizer do PT e nem de tudo o que ele representa, como o ex-presidente Lula e a atual presidente Dilma. Agora, além da mídia tradicional atacar Lula, estão atacando também os familiares do mesmo. É fato que a maioria das notícias divulgadas na mídia referentes a Lula e os seus parentes são falsas e as  mesmas são sempre desmentidas, mas não sem antes serem largamente difundidas. Em 2014, circulou nas redes sociais boatos de que Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, era dono de um castelo, dono da Friboi, além de ser dono também de aviões, empresas e grandes lotes de terra. Tais boatos eram mentirosos e o filho de Lula decidiu levar o caso a justiça.

Este seria o castelo que supostamente pertencia a um dos filhos de Lula. Na verdade, este castelo nada mais é do que a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Elsalq) de Piracicaba (SP). Foto: Reprodução.
      O recente motivo que faz a mídia tradicional atacar Lula e sua família é a compra de um imóvel em Guarujá (SP). Maldosamente, a grande mídia classifica o imóvel como "tríplex", quando na verdade o mesmo é um imóvel de menos de 300m² e que Lula desistiu da compra do mesmo, apesar de ter pago as primeiras parcelas. Além disso, Lula era dono de uma cota do "tríplex" e não de todo o "tríplex". O imóvel de menos de 300m² de Lula nem se compara a sala do já falecido Roberto Marinho, dono da Rede Globo. O imóvel tem vista para o Corcovado e o mesmo poderia equitar ali se quisesse, uma vez que cavalo era uma de suas paixões. Quando morreu, os seus três filhos ocuparam com extremo conforto e beleza a sala do pai. A pergunta que fica no ar é a seguinte: o que um homem fazia com tanto espaço?
    Ainda falando da família Marinho, o imóvel que a família tem em Paraty (RJ) é um verdadeiro tríplex. Construída de modo ilegal (as normas ambientais não foram respeitadas) o tríplex da família Marinho tem 50.000 m² e, além disso, a família comprou áreas ao redor, para que pessoas não tirem a privacidade da família, que pode chegar a mansão acessando morros e costões que existem ao redor. Incluindo o terreno, o tríplex pode chegar a R$ 80 milhões. Além disso, todo o mobiliário é assinado por artistas, fazendo com que haja um valor agregado incalculável. Como já dito, o tríplex é construído em terreno ilegal e por conta disso já foi alvo de fiscais do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e de várias denúncias no Judiciário. Entretanto, o processo contra a família Marinho anda em passos lentos e, além disso, detalhes do processo não são vazados na mídia, não há reportagem de capa no jornal O Globo, na Revista Época e não se vê os apresentadores do Jornal Nacional falando sobre o caso.

Mansão da família Marinho (a família mais rica do Brasil) vista de longe. A mesma parece uma gota de concreto em um horizonte composto de  terra, céu e mar. A mansão da família Marinho é a própria praia. Foto: Diário do Centro do Mundo (DCM).

Conclusão

     Enquanto Presidente da República, Lula se esforçou para reduzir as desigualdades sociais ainda existentes no Brasil, o que não agradou a elite do país, tão acostumada com seus privilégios. Por conta disso, a mídia tradicional faz de tudo para desmoralizar o ex-presidente Lula, o PT e tudo que o represente. Os ataques da mídia hegemônica tem sido constantes porque Lula já sinalizou que pode se candidatar a Presidência da República em 2018 e o mesmo é uma pessoa extremamente popular, podendo ser eleito presidente mais uma vez. Com isso, a mídia tradicional procura ao máximo destruir a imagem de Lula e do PT para que em 2018 ambos cheguem extremamente desgastados e principalmente derrotados. Além disso, o discurso da corrupção é uma falácia, uma vez que o PSDB é um partido extremamente corrupto. O que a elite brasileira quer é que um partido de origem popular não chegue ao poder. Nada além disso. Outro político brasileiro extremamente perseguido foi Getúlio Vargas, que não suportou a pressão e se suicidou, ao invés de renunciar. Ao contrário de Vargas, Lula segue firme e forte na luta.  


Um comentário:

  1. QUASE NÃO EXISTE POLÍTICOS NO BRASIL PARA AJUDAR O POVO. LULA É UMA AMEAÇA PARA O CONGRESSO...AJUDAR O POVO,É ATRAPALHAR A GANÂNCIA DE ALGUNS!

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...